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Hugo Calderano em fase de treinamento para as Olimpíadas de Tóquio

Após longa viagem e protocolos de segurança, mesa-tenistas brasileiros fazem primeira movimentação no Japão

Cansaço de longa viagem, que durou mais de dois dias, fez com que a comissão técnica priorizasse o descanso no início do último ciclo de preparação para os Jogos Olímpicos

15-jul-2021

 

Os mesa-tenistas brasileiros já estão treinando no Japão, no último ciclo de preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Nesta quinta-feira (15), o trabalho foi em tempo integral, na Sawayak Arena, em Fukuroi, Região Metropolitana de Hamamatsu. Mas a longa viagem fez com que a comissão técnica priorizasse o descanso dos atletas nas primeiras horas do grupo no Japão.

O grupo que saiu do Brasil, com parte da comissão técnica e as atletas Bruna Takahashi, Carol Kumahara, Giulia Takahashi e Jessica Yamada, viajou por mais de 48 horas, após partirem na noite de domingo, de São Paulo. A turma que saiu que saiu da Europa, com o restante da comissão técnica e os mesa-tenistas Eric Jouti, Gustavo Tsuboi, Hugo Calderano e Vitor Ishiy, também teve uma viagem cansativa. Na chegada, todos ainda precisaram passar por checagens das autoridades e protocolos de segurança por causa da Covid-19.

“Fizemos o primeiro período de treino a um ritmo bem tranquilo depois de uma viagem longa e cansativa”, resume o técnico da Seleção masculina, Francisco Arado, o Paco. Seu colega na equipe feminina, Hugo Hoyama, também optou por deixar as meninas sem tanta exigência no primeiro dia:

“Chegamos muito cansados. A viagem acabou sendo mais longa por causa dos protocolos no aeroporto de Haneda, mas era necessário. Nesses primeiros dias, é mais para “pegar a mão” e acostumar com o fuso horário”.

Nos próximos dois dias, o treinamento será novamente em tempo integral, iniciando às 10h (horário local) e terminando às 19h, programação que se repete no dia 19. No domingo (18), apenas uma movimentação física e trabalho de recuperação. Na manhã do dia 20, o grupo treina pela manhã e segue para Tóquio na parte da tarde, ocupando a Vila Olímpica.

Segundo Hoyama, os treinos agora visam muito menos a parte técnica. A mentalização do que precisa ser feito no dia dos duelos é o que mais a comissão técnica pretende trabalhar. Ele também destacou o bom ambiente no Japão.

“O ginásio em que estamos treinando é muito bom. As meninas estão bastante animadas. As meninas estão bem unidas, estão se ajudando, o que é um fator muito importante também. Estamos todos felizes aqui. De amanhã em diante, vamos focar realmente na parte da concentração para os Jogos. O que tínhamos que treinar na mesa, já treinamos. Agora, é focar na parte mental, colocar o que elas terão de fazer durante os Jogos”, finaliza o técnico.

 

FATO&AÇÃO COMUNICAÇÃO

Assessoria de Imprensa da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM)

Carol Kumahara e Jessica Yamada treinando para as Olimpíadas de Tóquio

Com forte influência japonesa, tênis de mesa do Brasil vai viver Olimpíada especial em Tóquio

Dos oito atletas da Seleção, entre homens e mulheres, sete são descendentes de japoneses; esporte cresceu no Brasil por influência da colônia japonesa

17-jul-2021

 

Disputar uma Olimpíada em Tóquio é especial para o tênis de mesa brasileiro. Por aqui, o esporte sempre esteve ligado ao Japão, em uma relação que começou a partir da década de 1940, quando alguns dos primeiros imigrantes japoneses se reuniam em clubes da colônia para praticar a modalidade. Quase um século depois, essa conexão entre os dois países continua explícita - basta observar os sobrenomes na Seleção Brasileira que vai aos Jogos.

Ao todo, são sete descendentes de japoneses dentre os oito atletas na delegação do Brasil para a Olimpíada: Jessica Yamada, Vitor Ishiy, Carol Kumahara, Gustavo Tsuboi, Eric Jouti, Bruna Takahashi e Giulia Takahashi. A prevalência reflete um trabalho realizado desde meados do século XX, quando o japonês Haruo Mitida peregrinava pelos clubes de imigrantes do Japão no Brasil para apresentar o tênis de mesa.

Duas das integrantes da Seleção feminina, inclusive, foram formadas em um desses clubes: as irmãs Bruna e Giulia Takahashi começaram na Associação Cultural e Recreativa da Vila Paulicéia (ACREPA), uma instituição da colônia japonesa. Já nos casos de Ishiy, Jouti, Carol e Tsuboi, ainda há parentes distantes no país oriental.

Outro ponto importante para o desenvolvimento do tênis de mesa brasileiro foram os intercâmbios realizados por atletas no Japão. Ainda na década de 1980, o atual técnico Hugo Hoyama e Cláudio Kano fizeram parte do primeiro grupo de mesa-tenistas que viajou ao país para um período de treinamentos, comandados pelo técnico Maurício Kobayashi.

Cerca de 20 anos depois, no início da década de 2000, foi a vez de Jessica Yamada seguir o mesmo caminho. Em 2003, a atleta passou três meses treinando em Tóquio, período que ela considera “uma virada em sua vida, uma guinada para o esporte”. “Voltei totalmente diferente. Mais focada, mais dedicada. Tudo de melhor, evoluí muito como pessoa e como atleta”, conta. Sua relação com o país, porém, não para por aí.

“Meu primeiro Mundial adulto foi em Yokohama, no Japão. Em 2014, fomos campeãs mundiais da segunda divisão em Tóquio. Tive o Toshio Takeda, que foi meu técnico por muitos anos. Foi ele que me fez acreditar que era possível esse sonho de jogar uma Olimpíada”, afirma a mesa-tenista.

Aos 31 anos, Jessica vai disputar sua primeira Olimpíada da carreira. A relação com o país-sede torna a estreia ainda mais especial. “O Japão está muito envolvido com minha carreira no esporte. Poder estrear em Jogos Olímpicos no Japão não é coincidência. É um reconhecimento de todo o meu trabalho, me dediquei muito por esse esporte, por esse sonho. E ele está vindo agora”, finaliza a atleta.

 

FATO&AÇÃO COMUNICAÇÃO

Assessoria de Imprensa da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM)

Bruna Takahashi participará da sua 2ª Olimpíada aos 21 anos

Com mais bagagem, Bruna Takahashi disputa sua segunda Olimpíada aos 21 anos: “Sempre estive preparada”

Destaque no esporte desde muito cedo, ela acumula também a experiência das últimas duas temporadas liderando sua equipe no Sporting, de Portugal.

13-jul-2021

 

Depois de estrear muito jovem em Jogos Olímpicos, com apenas 16 anos, no Rio de Janeiro, em 2016, Bruna Takahashi chega em Tóquio com mais bagagem. Ela faz aniversário na próxima segunda-feira (19) e em seu primeiro jogo no torneio individual dos Jogos Olímpicos de Tóquio, estará com 21 anos. Foram duas temporadas atuando pelo Sporting e morando sozinha em Portugal, período que lhe ajudou a crescer não só como atleta, mas como mulher. Para esta edição, a atleta acredita que pode jogar de igual para igual com qualquer adversária: “Posso dizer que sempre estive preparada para o que estava vindo”.

O destaque de Bruna no tênis de mesa começou muito cedo. Aos 15 anos, ela foi a primeira brasileira campeã do Desafio Mundial de Cadetes, a competição mais importante do esporte para a categoria infantil. No ano seguinte, em 2016, integrou a Seleção feminina na Olimpíada do Rio e fez jogo duro contra a medalhista de prata, a chinesa Li Xiaoxia, apesar da derrota por 3 a 0 (11-8, 11-7 e 11-1).

Nas duas últimas temporadas, começou a escrever sua trajetória na Europa atuando pelo Sporting, de Portugal. Lá, liderou sua equipe e conquistou resultados expressivos, como o recente vice-campeonato da Taça de Portugal Feminina. A partir da próxima temporada, ela vai defender um novo clube, mas seguirá marcada pelos aprendizados que adquiriu vivendo longe de sua família pela primeira vez.

“Fiquei muito tempo sozinha lá, mas acho que foi uma experiência muito boa. Cultura muito diferente, local de treino também. Se eu precisasse ir para o hospital, tinha de ir sozinha. Amadureci bastante nessa parte, como mulher. Em momentos como esse, temos que tomar a iniciativa de ir atrás das coisas, você consegue se virar”, reflete a atleta.

Com toda essa vivência, veio também uma evolução dentro e fora dos ginásios. Bruna será a mesa-tenista número 1 do Brasil em Tóquio e, desta vez, terá chances de disputar também no torneio individual. Para ela, porém, esse peso não importa. Depois do que fez contra uma das melhores atletas do mundo, em 2016, ela espera que suas adversárias a vejam de uma forma diferente. Seu objetivo é jogar bem e fazer jogos ainda mais duros contra grandes oponentes.

“Sempre fui uma menina que, não importa o campeonato, ia jogar de qualquer maneira. Não importa se era de maior ou menor importância, para mim era sempre de igual para igual. Posso dizer que sempre estive preparada para o que estava vindo”, afirma Bruna, confiante.

 

FATO&AÇÃO COMUNICAÇÃO

Assessoria de Imprensa da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM)

Jessica Yamada conquista a Copa da Rainha 2021 na Espanha, com a equipe do Reus Ganxets Miró!

Com direito a duelo entre brasileiras, equipe de Jessica Yamada leva a melhor e conquista a Copa da Rainha na Espanha

17-jun-2021

 

A final da Copa da Rainha, da Espanha, disputada na quarta-feira (16/06), teve um gostinho de TMB Platinum – Campeonato Brasileiro. Isso aconteceu porque o jogo do título foi decidido entre o Reus Ganxets Miró, onde joga Jessica Yamada, e o Tecnigen Linares, de Carol Kumahara. A dupla do Brasil, inclusive, se enfrentou. Quem levou a melhor foi Jessica: sua equipe venceu por 3 a 0 e garantiu o troféu da competição.

As partidas da Copa de la Reina, nome original em espanhol, tiveram início com a fase de grupos no dia 14 de junho. Por esta etapa, o Reus Ganxets Miró passou com tranquilidade: duas vitórias em dois jogos. Primeiro, contra o Hujase Jaen Paraiso Interior (3 a 0) e depois contra o Leka Enea (3 a 1). Para Jessica, o saldo foi de três vitórias em três jogos. A história foi a mesma com o Tecnigen Linares, que venceu o Ucam Cartagena TM (3 a 1) e o Universidad de Burgos TPF (3 a 1). Nesta fase, Carol somou uma vitória e uma derrota.

Já nas quartas de final, Jessica contribuiu com uma vitória sobre Men Shuohan por 3 a 2 (11/13, 8/11, 11/9, 11/3 e 11/3) e o Reus Ganxets Miró passou com tranquilidade pelo Alicante TM: 3 a 0. Do outro lado da chave, o Tecnigen Linares venceu o Tramuntana Figueres por 3 a 0 e Carol Kumahara fez sua parte contra Galia Dvorak: 3 a 1 (11/5, 12/10, 10/12 e 11/4).

Toda a tranquilidade que o time de Jessica vinha encontrando até então, porém, foi deixada de lado na semifinal contra o Ucam Cartagena TM. A vitória do Reus Ganxets Miró veio por 3 a 2. A brasileira venceu Silvia de Souza por 3 a 0 (11/6, 11/9 e 11/7) e foi derrotada por Maria Xiao pelo mesmo placar: 3 a 0 (8/11, 13/11 e 11/9).  O Tecnigen Linares chegou a final com menos percalços: venceu o Girbau Vic TT por 3 a 1, com vitória dura de Carol sobre Gabriela Feher por 3 a 2 (11/6, 11/9, 6/11, 9/11 e 11/7).

No confronto do título, as brasileiras se enfrentaram na segunda partida. Àquela altura, o placar já estava em 1 a 0 para o Reus Ganxets Miró. Jéssica Yamada, que já sabia da possibilidade de enfrentar a compatriota, intensificou sua preparação e levou a melhor, fechando o embate pelo placar mais largo: 3 a 0 sobre Carol Kumahara, com parciais de 11/9, 11/9 e 11/6. “Eu sabia que a chance de enfrentar a Carol era grande, então me preparei para jogar contra ela, lutei bastante e dessa vez pude vencer”, vibrou a atleta.

A confirmação do título veio na terceira partida, com vitória de Anaïs Salpin fechando o placar de 3 a 0 para o Reus Ganxets Miró, sobre o Tecnigen Linares. Este foi o primeiro título da equipe de Jessica na temporada, depois de bater na trave ao ficar com o vice-campeonato da Superdivisão Feminina e da Liga Sueca.

“Estou muito feliz e orgulhosa da minha equipe! Acredito que o trabalho em equipe fez toda a diferença, e também termos perdido a final dos playoffs fez com que estivéssemos mais preparadas e com mais vontade de ganhar”, finalizou Jessica Yamada.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação - CBTM